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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Café Pretérito



Entre imagens do passado e a urgência do presente, muitas vezes caímos no desejo de recuperar certos hábitos que ficaram para trás. Mas no momento em que essas memórias se apresentam visíveis, percebemos a impossibilidade de torná-las vivas e intactas no presente. Precisamos, então, reinventá-las, adaptá-las ou, do contrário, resguardá-las para apreciação de um passado morto. A intervenção “Café Pretérito”, do Coletivo de Ações Artísticas (Des)Esperar, aborda o desejo da escolha de um ‘bom café’, regado por conflitos e diálogos entre imagens publicitárias da cidade de Santa Maria na década de 1940 e o cotidiano atual.

Informações sobre as outras edições do QuãoSoante em www.teatrocandeia.com e facebook.com/teatro.candeia.

sábado, 23 de maio de 2009

Varal Itinerante





Apoiando a iniciativa do coletivo Território Independente, acompanhamos o chamado "varal itinerante" que percorreu o centro da cidade de Santa Maria, partindo da CEU I até a Praça dos Bombeiros.



Poesia e Artes Visuais compõem o varal que pode ser visualizado por quem por ele esbarra ou é esbarrado em seu percurso cotidiano.







"Neste último sábado, a arte esteve nas ruas.
-As Artes Visuais?
Também, mas as artes, simplesmente as artes. Se foi visual, auditiva ou tátil, depende do modo como cada um a vivenciou.

Uma aluna me questiona acerca do 'tal varal' que percorreu a cidade no último final de semana, o que a deixara intrigada fora o fato de ter perguntado a alguém: -Você é das Artes Visuais? - e ter recebido a resposta:
-Não, sou das Letras.

- O cara tava lá com um balão na mão convidando a gente à dar uma voltinha... pensei que fosse das artes, mas era das letras.

Era das artes, das letras, das cênicas e de todos que dela quisessem participar.
Era coletivo... e era público... não por estar em um espaço público, mas porque era o próprio público. Cada árvore plantada fará germinar diferentes "obras" àqueles que seus frutos colheram ou vierem a colher. A obra dependerá de quem a colher. E a moldura? Está além dos limites que cada imaginário puder ultrapassar.

Não importa quem leu, o quanto leu ou o quanto olhou. Importa que alguém algo olhou, alguém algo leu e algo 'viu' além daquilo que uma câmera mirou.

Abraço a todos, e que de plantas de papel, muitas idéias prossigam a germinar." (Postado por Tamiris Vaz no blog do Território Independente em 26 de maio de 2009)