Registros da instalação audiovisual Acordarse, realizada durante a Semana do Audiovisual (SEDA), no Espaço VagaMundo.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Acordarse
Uma instalação audiovisual do coletivo no evento SEDA em Chamas.
Palavras de um tempo passado, imagens de um quase hoje e um café pra ‘acordar’. Se há algo do passado que ainda nos faz sentido é justamente aquilo que dele perdura em cada um de nós no presente.
Na instalação audiovisual ‘Acordarse’, o Coletivo (Des)Esperar convida o público a experimentar com olhos, ouvidos, olfato, tato e paladar, recordações que não almejam ser revividas, mas recombinadas e reinventadas no encontro de cada participante com elas.
Quem sabe um pouco de café nos faça ‘acordar’ outroras de cinco décadas, cinco anos, cinco dias ou cinco minutos atrás?
18, 19 e 21/07/2012, às 19:30, no Espaço VagaMundo (Vila Belga, Santa Maria), após o Compacto.Cine
Notícias sobre a Semana do Audiovisual (SEDA): no Cenário Coletivo e na programação da SEDA.
Notícias sobre a Semana do Audiovisual (SEDA): no Cenário Coletivo e na programação da SEDA.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
arte#ocupaSM
De 29 de maio a 2 de junho o Coletivo (Des)Esperar participará com três intervenções no Evento Internacional arte#ocupaSM, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Arte: Momentos-Específicos.
5 dias de intensa convivência artística, apoiada na produção e nas questões que nos servem de solo para pensar a arte a partir deste tempo e espaço específico.
Artistas e pesquisadores da Argentina, Colômbia, Bolívia, Alemanha, São Paulo, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Santa Maria; apresentando performances, intervenções, pinturas e esculturas, unindo obras multimídia e trabalhos feitos a mão, ocupando um dos prédios da Vila Belga - Patrimônio Histórico, que esteve sem uso definido desde 1997, quando pertencia à Administração da Viação Férrea do Rio Grande do Sul - Brasil.
(Palavras da organizadora, Profa. Dra. Rebeca Stumm sobre o evento)
Mais informações em arteocupasm.wordpress.com.
sábado, 23 de julho de 2011
degust[ação]
Relato por Tamiris Vaz
Não é uma intervenção do (Des)Esperar, mas vale o relato, ja que alguns dos integrantes fizeram parte dela.
Diferença, autobiografia, lugar, rizoma, enunciado... alguns conceitos que nos instigaram a buscar uma forma de compartilhar pensamentos, ideias, indagações, ações. Degustar conceitos como quem experimenta o mesmo doce favorito, mas que a cada mordida se vê envolvido por algo novo, por uma insaciedade que só aumenta.
| Bolachinhas com desenhos de Tamiris Vaz |
| Bolachinhas com desenhos de Fábio Purper Machado |
| Bolachinhas de Francieli Garlet |
| Bolachinhas de Simone Rosa |
| Bolachinhas de Vivien Cardonetti |
Degustar não é como realizar uma refeição completa, onde nos sentimos satisfeitos e por vezes até mais do que saciados. Degustar é experimentar algo que nos deixe com gosto de ‘quero mais’, com a angústia de algo que não se faz por completo e por isso trazendo a vontade de provar outros sabores.
Degust[ação] como a ação de degustar conceitos, de inquietar para a ação.
Muitas interrogações espalhadas pelo chão, pela mesa, pelas estantes e módulos e outra grande em nossos pensamentos: Será que haverá participação? Essa é sempre um perigo que se corre quando proposto um trabalho artístico que pede do público mais que contemplação. Ele tem o direito de não se interessar e não participar.
No caso dessa intervenção, havia um incentivo para que houvesse essa participação, aliás, pelo menos 320 motivos, produzidos um a um, por nossas mãos, mentes e interrogações de artistas/pesquisadores. Bolachinhas de madeira, coloridas, que traziam imagens e conceitos para servirem de dispositivos para a invenção de outros, sempre como questionamento, nunca como resposta acabada.
Na tarde de sábado (9 de julho), a partir das 15 horas, começamos a convidar cada pessoa que parava e olhava o trabalho, para que fizesse sua participação. Ela escolheria uma de nossas bolachinhas de conceitos e, em troca, deixaria um outro questionamento no lugar.
| Algumas das perguntas do público |
As interrogações de nossas mentes transformaram-se em largos sorrisos: Sim, houve participação. Algumas participações apressadas, uma pergunta qualquer em troca da primeira bolachinha avistada, sem muito interesse a não ser o de levar um brinde para casa. Outras participações demoradas, pessoas que dedicaram um tempo considerável de sua tarde de lazer para ler calmamente quase todas as perguntas antes de decidir-se por uma. Alguns tentando levar mais de uma, outros saindo e retornando com amigos, outros também se negando a participar. Houve crianças interessadas junto a pais apressados e também pais interessados junto a crianças impacientes. Pessoas que vinham em grupos e outras que vinham sozinhas. Pequenos, adultos e velhos.
Foi muito bom perceber que pessoas dedicaram um pouco do seu tempo para experimentar algo inusitado surgido em seus caminhos, deixaram sua marca anônima em troca da nossa.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Possibilidades para pensar a instalação
por Francieli Garlet
No encontro desta semana reunimo-nos para discutir uma parte da tese de doutorado de Ana Maria Albani de Carvalho, intitulada A instalação como problemática artística contemporânea: os modos de espacialização e a especificidade do sítio.
A primeira parte do primeiro capítulo - A instalação como problemática artística contemporânea: contexto e complexidade – nos apresenta indagações sobre as possibilidades e limites para o estabelecimento da definição de instalação, bem como um sobrevôo sobre alguns conceitos, como o de contexto, o de objeto contextual, o de problemática e o de complexidade.
A noção de CONTEXTO trazida pelo texto abriga dois fatores: o espaço físico e geográfico; e a noosfera - o universo das representações e símbolos;
Tomando emprestado o conceito de contexto trabalhado por Ângela Blanco, numa abordagem museológica e museográfica, Carvalho o define “como uma rede de ‘associações contextuais significativas’, como um cruzamento entre aspectos de ordem ‘espacial, temporal e funcional’.” (CARVALHO, 2005, p. 45-46)
A autora considera a instalação possuidora de um caráter notavelmente contextual, entendendo o contexto como algo que não funciona unicamente como pano de fundo nem somente como uma chave que conduz à elucidação da obra.
O OBJETO CONTEXTUAL é a relação que a instalação estabelece com o recinto de exposição, em contraponto ao objeto artístico concebido como autônomo em relação ao lugar no qual vai a público e indiferente às possíveis condutas do espectador.
A noção de PROBLEMÁTICA parte da criação de interrogações, que não tenham uma resposta imediata, simples ou definitiva. Sendo assim, um problema não é algo dado, mas sim resultado de um determinado modo de pensar, analisar e argumentar em torno de um determinado tema (CARVALHO, 2005). Uma descrição possível entre outras.
Na noção de COMPLEXIDADE Carvalho faz algumas distinções entre o complexo e o complicado. Com ajuda de Almeida a autora define complicado como algo que pode ser decomposto em partes, quantas forem necessárias para permitir sua compreensão (Método cartesiano: dividir para explicar melhor). Já o complexo é abordado como algo tecido de elementos heterogêneos inseparavelmente associados, apresentando a relação paradoxal entre o uno e o múltiplo.
Alguns elementos associados à noção de complexidade:
A imprevisibilidade (que se dá no processo que vai do projeto à instalação em si)
De que samba você bebe? (2011)
Em função do vento que havia no local, precisamos colocar a xícara gigante num outro espaço entre árvores. A intervenção que tinha como objetivo inicial a participação (retorno) do público, teve apenas o retorno de uma pessoa, impedindo assim a produção da segunda etapa programada inicialmente.
O inacabamento (a mesma instalação pode ser montada em lugares distintos, o que sugere novos diálogos).
Liberdade condicionada I (2009), durante feira de artes e artesanato, em frente ao MASM, e Liberdade condicionada II (2009), durante o II CEAC, Congresso de Educação, Arte e Cultura, locais e públicos diferentes.
Outra questão apontada pela autora acerca da instalação diz respeito às formas de sua documentação. A fotografia já não dá conta “sozinha” de abarcar as sensações que não são visíveis.
Café com Monstros (2010)
A instalação contava com o som de pingos caindo num recipiente, que provocava o imaginário a percorrer uma atmosfera de umidade, o cheiro dos materiais empregados, o café que era oferecido ao público, sensações que não são capturadas pela câmera fotográfica.
A partir dos pontos abordados nesta parte da tese de Carvalho nos aproximamos de alguns conceitos pertinentes para pensar a instalação e os trabalhos realizados no coletivo (des)esperar.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Café com Monstros - a vernissage (instalação aberta de 21 de outubro a 04 de novembro)
Notem como a sanidade dos integrantes do grupo (Des)esperar permanece inabalada...


Na ausência de um número mais elevado de bancos, os visitantes se acomodam na maciez das palhas no chão...
Alunas da escola Augusto Ruschi visitam nossos amigos monstrengos...
Gravuras dos componentes do grupo expostas, afinal, a nobreza de nosso café exige a presença de obras de arte.
artistas e curadoria (Elias Maroso e Alessandra Giovanella)

Não deixe de ver belas fotografias da instalação no blog da Sala Dobradiça.


Na ausência de um número mais elevado de bancos, os visitantes se acomodam na maciez das palhas no chão...
Alunas da escola Augusto Ruschi visitam nossos amigos monstrengos...
Gravuras dos componentes do grupo expostas, afinal, a nobreza de nosso café exige a presença de obras de arte.
artistas e curadoria (Elias Maroso e Alessandra Giovanella)

Não deixe de ver belas fotografias da instalação no blog da Sala Dobradiça.
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